terça-feira, 23 de agosto de 2011

Passa-Tempo

Eu só queria saber o que foi feito do tempo.
Aquele que diziam que eu tinha tanto pra viver.
Quando vi já foi inteiro,
mal comi, mal dormi, mal fiz e passou.

E o que se escuta por aí,
veja só, é só lamentos.
Aquilo que poderia ter sido,
aquele que poderia ter feito.

A outra opção.
É sempre ela que importa quando tempo não há.
E nem precisa perguntar
a resposta já esta lá.

O que é que foi feito do tempo?
E quanto tempo a gente tem?
será que daqui 20 anos vou querer
uma outra vida também?


E se quiser?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Repaginando

Olá, olá. Meus queridos amigos, como puderam ver, dei uma arrumada por aqui, ou como prefiro dizer "repaginei". A ideia é voltar a postar, ou apenas dar continuidade ao que eu já havia começado, porém desistido logo. Confesso-lhes que a preguiça na maioria das vezes me consome, e ultimamente o trabalho tem me estressado bastante. Mas preciso escrever, tenho essa necessidade. E convido vocês a voltarem sempre que possível, para ver se curtem minhas ideias.
Quero dizer que se dedicarem um pouquinho do seu tempo para mim, estarão fazendo uma boa ação. ehhehe.. não, não é bem assim também, mas gostaria muito que pudéssemos compartilhar ideias pelo blog.
Beijo. =)



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Anomalia

É estranho, como hoje, depois de tanto tempo sem escrever e postar, senti uma vontade louca de compartilhar esse meu início de dia com vocês, afinal ele foi incrivelmente simples e maravilhoso ao mesmo tempo.

Em primeiro o sol, o relógio, o tempo, curto tempo.
Mas o fato é que o sol já estava ali quando abri os olhos, brilhante pelas persianas que desesperavam-se sobre o efeito do vento quente que persistia adentrar por um pouco pedaço de janela aberta. Agosto, frio, chuva. E a pensar assim, confundi-me com tanto estranhamento climático. Dei um beijo no rosto insone e saí. A escada me fez pensar na possibilidade de não estar tão quente lá fora, e ser tudo ideia minha essa coisa de calor. Sorri ao abrir a porta. Peguei o fone, escutei "Beirut", combinou com a paisagem. Andando rumo à escola, aquelas 6 quadras nunca foram tão interessantes. Ir para o trabalho já fora, mas por outro caminho, não este. Eu sabia o que me esperava, mas não pensei, deixei-me descobrir outras coisas. Até a metade do percurso fiquei tão concentrada na música, que esqueci de olhar em volta. O fim seguido de silêncio me despertou. Então vi o homem da construção olhando enquanto eu arrumava a tiara no cabelo, andei uns passos e vi um senhor obeso sem camisa, uma anomalia do inverno, mas esse dia é todo uma anomalia, ele puxava uma mala, com uma criança de uns 3 anos sentada sobre ela, enquanto era levada, mas ele não me pareceu feliz, nem tão pouco triste, apenas estava lá. Pensei, 7 e meia da manhã e isso. Ergui a cabeça quando quase chegando na esquina da escola, um sobradinho, até que bem bonito, mas o sol fez questão de aparecer e foi o que percebi, iluminava todo o lugar, fazendo com que ficasse ainda mais intrigante meu começo de dia. Para baixo, uma pomba morta, vida, o sol e a morte, a pomba. Me perguntei se seria melhor se eu a visse voando, mas não, seria comum demais. Não me senti mal por ela, por que naquele instante morte e vida estavam tão próximos que minha reflexão foi além e não me surpreendi. Andei pela rua, já me esquecendo da pomba, entrei na escola pra começar a semana de trabalho, e desde então tudo foi normal, por isso a importância do momento relatado. Não foi normal.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Musicando-te

Ei amor, me faça um favor,
toque, sinta.
Seja sutil.
Eu já conheço bem suas carícias
e sei como preferes dedilhar num violão.

Mas agora olha bem
este outro instrumento teu,
escuta, pois faço do meu canto,
harmonia e encanto.
Faço da melodia um manto,
que me mantém um tanto presa à notas vãs.

Tudo bem, agora acordes,
abra os olhos e veja o que esta feito,
e depois me diz qual é o efeito
que me fez de ti sujeito,
assoviando no seu tom.

Ah sim, tens o dom
de me manter sempre por perto,
como se realmente fosse o certo
compor por este sentimento confuso e
sinto muito se abuso das rimas assim.

É que o prazer que existe em mim
quando me tocas,
é o mesmo de quando apenas tocas mi.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Musa


Certa vez amei um poeta.
Certa de que algum verso fora para mim.
Imaginar isso sempre foi um deletério,
e fiz de todo esse mistério, motivo pra continuar a amar assim.


A história fez-se em prosa, trecho, rima e poesia,
se fez bem mais do que eu queria,
ao passo que aconteceu.


E me entreguei,
sem palavra alguma.
Lancei-te o olhar que esperei sempre receber de ti,
E senti.




Vi
meu olho no teu, refletindo o negro-rubro,
Revelando toda malícia em carícias,
as delícias que correspondeu.


O que eu queria?
O que eu sabia?
Nada de mais.
Mas fingia com exímio desempenho de atriz,
que era sua, enfim, amada.
Sua musa adorada eu me fiz.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Desabafo!


Boooa Nooite, caros poucos amigos que visitam este meu pequeno refúgio virtual de dias sim, dias não. Como podem notar, não é com frequencia que venho até aqui para registrar tudo o que penso e escrevo. Mas hoje, é o dia de atualizar. Haha.
Queria lhes deixar primeiramente a par do que se passa comigo atualmente, mas eu disse bem, QUERIA! Conseguir me expressar aqui, vai ser uma outra história.
Prometo me esforçar! =)

Há dias, quase meses, venho procurando encontrar um rumo certo, afinal acabo de chegar na fase decisiva de término de graduação. Ok!!! Agora a moleza acabou, as certezas que se tinha até então, foram todas substituídas pelas perspectivas e angustias de um futuro praticamente incerto. Não sei exatamente se isso ocorre com todos os jovens que estão iniciando ou pelo menos tentando iniciar uma carreira profissional, saindo da faculdade e se deparando com uma imensidão de possibilidades que aparentemente são atrativas demais para se concretizarem. Mas conversando com um e outro, percebi que os mesmos sentimentos confusos dos quais lhes falo agora, já foram vivenciados por vários outros jovens que pensam da mesma forma que eu. Mas e agora? O que fazer? Encarar o fato de que tenho que arriscar e buscar minha independência ou simplesmente me acomodar a realidade de muitos por aí, que ainda vivem sobre o teto da família, ganham pouco e se conformam com isso. Não posso negar que a primeira opção é a que mais me agrada, pois sinto que chegou a hora de andar definitivamente com minhas próprias pernas. A verdade é que a incerteza dessa escolha é o que realmente me agrada, não saber exatamente o que vai acontecer depois desta decisão é uma proposta tentadora para mim, mas ao mesmo tempo é arriscado demais. Por isso é tão confuso! Não quero respostas, mas preciso delas! É um jogo confuso. É difícil tentar por em palavras aquilo que ainda não sabemos ao certo o que é, mas acho que estou chegando ao ponto. Desculpem a monotonia do texto, é realmente chato falar disso, imagino que ler sobre é um pouco pior. Mas enfim, é nesse misto de sentimentos apreensivos, que cheguei à seguinte conclusão: Dane-se o futuro! Eu quero mais é viver isso tudo intensamente, quero meter os pés pelas mãos, me aventurar por aí, meio sem rumo só pra ver qual é a sensação. Quero me sentir perdida, pra quando encontrar o caminho, saber identificá-lo e curti-lo demais. Quero que o mundo me leve pra onde for mais divertido, quero sorrir nos acertos e gargalhar nos erros. Eu quero fazer as minhas regras e, desobedecê-las quando achar conveniente. OH MY GOD, como eu quero ser Independente! :D

Beijos, amores, logo postarei algumas poesias novas! ;)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Regozijo




Exponho-me ao teu ser
Envolto em chamas
E aos gritos e sussurros
Me tomastes

Expresso em olhares
Obscenidades tais,
Murmúrios de desejos.
Incontrolável.

O colapso das minhas forças
Serram-me os punhos.
E presa em seus braços
Sinto o calor.

Sufoco

Queimo

Delírio Extremo.

Aperta-me mais
E cala meus gemidos,
Colam-se as bocas
E o corpo nu.

Cintura, braços, pernas
Enamoram-se e dançam eloqüentes
Ao som do palpitar acelerado
Do órgão muscular mestre.

Arrepios! Não minha querida
Já não são os arrepios que te tomam
Estes não sentes desde a tua
mais jovem mocidade.

Suspiros vagarosos
Porém contínuos
Confundem-se ao teu
Ofegar desesperado.

Risos e sorrisos
Diálogos profanos
Sacanagens e o suor.
Luxúrias deste anseio libertino.

Tuas mãos
Refúgio dos pequenos seios meus.
Impulsos internos
Voluptuosos movimentos

Marca-se a pele
O teu desejo me consome
E me tens agora e sempre neste instante
Tua pequena.

Extasiados, afundamo-nos
Por fim, em sonhos.
Adormecem os satisfeitos
Regozija o meu ser.