segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Musa


Certa vez amei um poeta.
Certa de que algum verso fora para mim.
Imaginar isso sempre foi um deletério,
e fiz de todo esse mistério, motivo pra continuar a amar assim.


A história fez-se em prosa, trecho, rima e poesia,
se fez bem mais do que eu queria,
ao passo que aconteceu.


E me entreguei,
sem palavra alguma.
Lancei-te o olhar que esperei sempre receber de ti,
E senti.




Vi
meu olho no teu, refletindo o negro-rubro,
Revelando toda malícia em carícias,
as delícias que correspondeu.


O que eu queria?
O que eu sabia?
Nada de mais.
Mas fingia com exímio desempenho de atriz,
que era sua, enfim, amada.
Sua musa adorada eu me fiz.

4 comentários:

  1. :O Choquei! hahaha Muito lindo, (: Parabéns! Estou escrevendo uma história longa agora, preciso de aprovação. Sei que estais um pouco ocupada mas eu já vou lá bater no seu portão.

    amo

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  2. Nossa Letícia!! QUE ABSURDO DE LINDO!!Fiquei também impressionado com a história da poesia da maça.Sincronicidade, vc acredita? Somos todos energia pura e transcendente. Essa energia navega e se comunica. Vai aonde ninguém imagina. Ela é feita de matéria etérea. Por isso tantas pessoas se identificam umas com as outras.Bjs e parabéns!!Deveria postar mais artes.

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  3. Tantos são os golpes
    Flagelos pintados de carinhos
    Sorrisos impulsivos
    Olhares que não vêem

    Tantos são os mantos
    Que encobrem nus cativos
    Almas sem destino
    Desejos corrompidos

    Tantos são os ventos
    Que desmontam outros versos
    Embaralham os sentidos
    E transformam areia em vidro

    Tantos são os vales
    Que separam o poeta
    Da cruz cravada em teu peito
    Ponte eterna de delírios

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