sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Desabafo!


Boooa Nooite, caros poucos amigos que visitam este meu pequeno refúgio virtual de dias sim, dias não. Como podem notar, não é com frequencia que venho até aqui para registrar tudo o que penso e escrevo. Mas hoje, é o dia de atualizar. Haha.
Queria lhes deixar primeiramente a par do que se passa comigo atualmente, mas eu disse bem, QUERIA! Conseguir me expressar aqui, vai ser uma outra história.
Prometo me esforçar! =)

Há dias, quase meses, venho procurando encontrar um rumo certo, afinal acabo de chegar na fase decisiva de término de graduação. Ok!!! Agora a moleza acabou, as certezas que se tinha até então, foram todas substituídas pelas perspectivas e angustias de um futuro praticamente incerto. Não sei exatamente se isso ocorre com todos os jovens que estão iniciando ou pelo menos tentando iniciar uma carreira profissional, saindo da faculdade e se deparando com uma imensidão de possibilidades que aparentemente são atrativas demais para se concretizarem. Mas conversando com um e outro, percebi que os mesmos sentimentos confusos dos quais lhes falo agora, já foram vivenciados por vários outros jovens que pensam da mesma forma que eu. Mas e agora? O que fazer? Encarar o fato de que tenho que arriscar e buscar minha independência ou simplesmente me acomodar a realidade de muitos por aí, que ainda vivem sobre o teto da família, ganham pouco e se conformam com isso. Não posso negar que a primeira opção é a que mais me agrada, pois sinto que chegou a hora de andar definitivamente com minhas próprias pernas. A verdade é que a incerteza dessa escolha é o que realmente me agrada, não saber exatamente o que vai acontecer depois desta decisão é uma proposta tentadora para mim, mas ao mesmo tempo é arriscado demais. Por isso é tão confuso! Não quero respostas, mas preciso delas! É um jogo confuso. É difícil tentar por em palavras aquilo que ainda não sabemos ao certo o que é, mas acho que estou chegando ao ponto. Desculpem a monotonia do texto, é realmente chato falar disso, imagino que ler sobre é um pouco pior. Mas enfim, é nesse misto de sentimentos apreensivos, que cheguei à seguinte conclusão: Dane-se o futuro! Eu quero mais é viver isso tudo intensamente, quero meter os pés pelas mãos, me aventurar por aí, meio sem rumo só pra ver qual é a sensação. Quero me sentir perdida, pra quando encontrar o caminho, saber identificá-lo e curti-lo demais. Quero que o mundo me leve pra onde for mais divertido, quero sorrir nos acertos e gargalhar nos erros. Eu quero fazer as minhas regras e, desobedecê-las quando achar conveniente. OH MY GOD, como eu quero ser Independente! :D

Beijos, amores, logo postarei algumas poesias novas! ;)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Regozijo




Exponho-me ao teu ser
Envolto em chamas
E aos gritos e sussurros
Me tomastes

Expresso em olhares
Obscenidades tais,
Murmúrios de desejos.
Incontrolável.

O colapso das minhas forças
Serram-me os punhos.
E presa em seus braços
Sinto o calor.

Sufoco

Queimo

Delírio Extremo.

Aperta-me mais
E cala meus gemidos,
Colam-se as bocas
E o corpo nu.

Cintura, braços, pernas
Enamoram-se e dançam eloqüentes
Ao som do palpitar acelerado
Do órgão muscular mestre.

Arrepios! Não minha querida
Já não são os arrepios que te tomam
Estes não sentes desde a tua
mais jovem mocidade.

Suspiros vagarosos
Porém contínuos
Confundem-se ao teu
Ofegar desesperado.

Risos e sorrisos
Diálogos profanos
Sacanagens e o suor.
Luxúrias deste anseio libertino.

Tuas mãos
Refúgio dos pequenos seios meus.
Impulsos internos
Voluptuosos movimentos

Marca-se a pele
O teu desejo me consome
E me tens agora e sempre neste instante
Tua pequena.

Extasiados, afundamo-nos
Por fim, em sonhos.
Adormecem os satisfeitos
Regozija o meu ser.

sábado, 23 de outubro de 2010

Aventurar-se, é o que há!


"Uma vez havia uma aldeia de criaturas no fundo do leito de um grande rio cristalino.
A corrente do rio passava silenciosamente, por cima de todos eles, jovens e velhos, ricos e pobres, bons e maus, a corrente seguindo o seu caminho, só conhecendo o seu próprio ser cristalino. Cada criatura, a seu modo, se agarrava fortemente às plantas e pedras do leito do rio, pois agarrar-se era o seu modo de vida, e resistir à corrente era o que cada um tinha aprendido desde que nascera. Mas uma das criaturas disse, por fim: 'Estou farto de me agarrar. Embora não possa ver com meus próprios olhos, espero que a corrente saiba para onde está indo. Vou soltar-me e deixar que ela me leve para onde quiser. Se me agarrar, morrerei de tédio.'
As outras criaturas riram-se e disseram: 'Louco! Se você se soltar, essa corrente que você adora o lançará despedaçado sobre as pedras e sua morte será mais rápida do que a causada pelo tédio!'
Mas aquele não lhes deu ouvidos e, respirando fundo, soltou-se, e imediatamente foi lançado e despedaçado pela corrente sobre as pedras! Mas com o tempo, como ele se recusasse a tornar a se agarrar, a corrente o levantou, livrando-o do fundo, e ele não se machucou nem se magoou mais. (...) 'O rio tem prazer em nos erguer à liberdade, se ousamos nos soltar. O nosso verdadeiro trabalho é essa viagem, essa aventura.'"

Trecho do livro "Ilusões: As aventuras de um Messias Indeciso", de Richard Bach.

Só.

domingo, 17 de outubro de 2010

Leticiolândia



Colorir,

Sonhos vãos, aprecio a liberdade e sonho.

O mundo todo meu em que crio as cores que eu bem entender.
As mais loucas misturas, cores inimagináveis, porém não pra mim.

Eu as vejo, eu as amo.

Amo-as todas, inteiras. Suas peculiaridades amo por completo.

Desejo que me enfeitem, cubram-me.
Desejo as minhas cores nas paredes dos salões do meu mundo inusitado.
Minhas criações me veneram.


Psicodelia? Por completo.
Eu sinto falta às vezes de ver aquela nuvem dando origem a um esbelto pelicano.
Pelicano? Rã? Ilusão!
Foi um sonho bom, uma belíssima ilusão.

Qual é o seu problema com as ilusões? Por acaso não sabe que tudo isso que você chama
de verdade não passa de projeções? Você ainda não percebeu nada e ri quando eu falo das minhas vontades.

Você sempre volta pra sua idéia besta, e deita-se acomodadamente gozando da sua "real" felicidade, enquanto eu me acabo em aquarelas, giz pastéis, e tintas velhas, abusando das cores que crio, expulsando de mim os sonhos vãos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Paraíso de Lautrec


E lá estava ele, preso a uma cama de lençóis sujos e amarrotados, magro e pequeno, porém pequeno sempre fora. Tantas e tantas desventuras, que o ocorreram ainda jovem, ossos quebrados que o impossibilitaram de crescer. Tornou-se um homenzinho de pernas curtas, mas com certa destreza e talento artístico. Descobriu-se artista tão moço, que é provável que nem das fraldas tivesse saído, o pequeno Henri sabia que sua felicidade não estava no condado, aquilo que seu pai desejava tanto. Ele almejava a liberdade, uma total e inimaginável sensação de liberdade. Inimaginável? Não, ele bem imaginava. E lá, estirado naquela cama, em meio aos lençóis sujos e amarrotados, num quarto escuro e sombrio, localizado no beco mais grotesco daquela grande cidade iluminada, estava Henri, agora com trinta e seis anos, padecendo, padecendo, morrendo. Morria de quê? Sífilis e além de tudo embriagado. Embriagava-se não só do álcool que pouco se via nas garrafas, mas das lembranças, das muitas e muitas lembranças que de repente começavam a borbulhar em sua mente confusa. Lembrava-se do dia em que decidiu sair de casa, dia em que o anseio pelo mundo das descobertas foi maior que qualquer consideração que pudesse ter pelos seus familiares. Lembrava-se e exclamava: - E essa vida boêmia me encantou!
Encantou, sugou e matou, mas rendeu-lhe tantos prazeres. Estes sem duvida não foram poucos. Lembrava com fascínio das noites lindas e gloriosas de Paris, dos cabarés, da música, da dança, da sensualidade, das sinuosidades do corpo pequeno da preferida "amiga" de Toulouse. Tinha tantas, porém guardava preferência por aquela delicadeza de menina, num lindo corpo de mulher, cabelos longos e laranjados, olhos pequenos e sorriso largo. Ele a encontrou no Moulin Rouge, e dela não tirou mais os olhos. Lembrava-se dela, ali, febril e delirava: - Aquela pequena marota, dos olhos mais penetrantes e escuros que já vi... ah, aquela pequena! - Suspirou. E num instante um turbilhão de imagens embaçadas veio em mente e era como uma chaleira fervendo que iria explodir a qualquer momento. E as imagens, identificáveis, lembravam-no dos risos, dos aplausos, dos vestidos e do brilho, de todo aquele visual pariense, das eternas noites dos salões. Muitos foram os cartazes que Toulouse-Lautrec fizera para o Moulin Rouge e outros cabarés da cidade. Cartazes que divulgavam as apresentações das cantoras Yvette Guilbert e Jane Avril, da dançarina Louise Weber e outras tantas que contagiavam com seu talento as noites dos cabarés. Enquanto lembrava-se, delirava, e aos poucos ia se entregando, sentindo com intensidade o peso da vida que levou que o esmagava naquele instante. Perdendo a sanidade, perdendo a consciência, pouco conseguiu visualizar da cena que se prosseguia. Uma mulher adentrava naquele cubículo quarto, adentrava e corria ao seu encontro, enquanto o mesmo desfalecia. Logo não se viu mais nada. Uma mulher? Sim, sua mãe. A mãe a quem havia deixado algum tempo atrás em busca de um paraíso desconhecido até então. Esta mãe, o levou consigo e esteve com ele até seu último suspiro. Em meio a delírios, ataques epiléticos, paralisias e sanidade momentânea, Henri pintava, desenhava e sobrevivia dia após dia em um sanatório de Paris. Doente demais para continuar ali, Henri de Toulouse-Lautrec despede-se de Paris e em 9 de Setembro de 1901, no Castelo de Malromé, morre nos braços da mesma mulher que o deu a vida. Perdeu-se o encanto? Afinal, ele encontrou seu paraíso? Acredito que sim, teve a vida que desejou, a liberdade que ansiou, e um fim dramático. Não poderia haver desfecho mais intrigante e ao mesmo tempo fabuloso, para uma pessoa que viveu a arte de forma tão intensa.


Observações importantes a serem feitas sobre o texto:
O texto é sem duvida baseado na biografia de Toulouse-Lautrec, porém muitas das informações foram expostas de forma um tanto quanto poética, pois o intuito não era obter um texto informativo, não, afinal é pra isso que temos a Wikipédia. A minha intenção foi transformar em conto aquilo que eu imaginei sobre a morte de Lautrec. Então o que há aí é uma narrativa imaginária do que eu penso ter sido a vida desse artista por quem eu tenho uma grande afinidade e tamanha paixão. Não a nada mais intenso do que a morte, e foi através da visualização de sua morte que procurei imaginar a sua vida.

Bom, é isso. Até!

Letícia Valéria

terça-feira, 27 de julho de 2010



Energia...Mulher...Amplexo.

Neste instante, sou hora

Qual tempo jogado fora

Sou mutante... Errante...

Personagem figurante

Contrita,pintada em tela

Sou céu, terra, água, ar e mar

Sou astro, sou universo

Sou o chão para se pisar

Sou asas vencendo o ar

A chama do pensamento

As cicatrizes do tempo

Estilhaço do passado, quimera

Sou final de primavera

Silhueta desenhada a giz

Eterna aluna, aprendiz

Sou o amanhecer...A sintonia

Sou versos em harmonia

Sou a natureza que clama

A seiva que se derrama

Em meio ao fogo nas florestas

Fujo buscando as arestas

Também sou o espelho e o reflexo

Energia...Mulher...Amplexo

Mariluxa

Imagem
Obra: O Fogo
Por: L.S.

sábado, 24 de julho de 2010

A princípio, várias reflexões.







Ei, estou em férias. E preciso adimitir que estou com um tempo razoavelmente grande para pensar e me perder em conflitos existencias dentro de mim. Faz exatamente uma semana que entrei em férias do trabalho. Uma semana importante, pois muita coisa, realmente muita coisa me passou pela cabeça. Além do sentimento nostálgico, resultado do último fim de semana. Questões sobre as minhas perspectivas, o que quero hoje, e amanhã, o que vai ser do tal do amanhã? Não nego, essas perguntas e pensamentos costumam me amendrontar, por que o futuro tende a ser tão incerto? Mas o que mais me questiono é o por que de a maioria das pessoas "viverem" por aí tão incertamente, preocupadas com coisas tão assustadoramente futéis, básicas, banais? Esses jovens então, preocupados com absolutamente nada, questionam a nada, sem ideais, planos de vida, não sabem o que querem do hoje, o que vão saber sobre o amanhã? Aí eu chego ao ápice do meu próprio interrogatório: E por que eles são assim? Por que todos somos assim, acomodados? Por que não lemos um livro quando temos vontade? Por que não pesquisamos um assunto quando vem a dúvida? É melhor a dúvida? Por que damos valores a grandes feitos e esperamos tantos dos outros, se nem nós mesmo superamos nossas espectativas? As pessoas pensam apenas em satisfações momentâneas, não que eu descorde da idéia de viver INTENSAMENTE os momentos. Mas o momento tem que ser Intenso, entende? A história de Amélie, em seu fabuloso destino de ajudar as pessoas e encontrar nessa realização a satisfação e o sentido de sua existência é o que me encanta. Me surpreende igualmente, a maneira com que ela sente as pequenas coisas, como mergulhar a mão e sentir a textura dos inúmeros grãos presentes no cesto, ou como jogar pedras num riacho pode ser emocionante. São esses sentimentos gostosos que a vida tem a nos oferecer e que não podemos perder por nada. É isso que eu desejo para mim e para vocês.














segunda-feira, 29 de março de 2010

Olá amigos internautas!!

Eu me chamo Letícia Valéria de Souza, sou acadêmica do curso "Artes Visuais", estou cursando o último ano e, já leciono desde o ano passado. As escolas em que trabalho são todas estaduais, nelas trabalho a disciplina de Arte com séries do Ensino Fundamental e Médio. Por fim, este blog trará informações sobre as diversas áreas do conhecimento artístico e relatos das minhas experiências com a aplicação do conteúdo em sala de aula.
Obrigada, e até breve!