


Ei, estou em férias. E preciso adimitir que estou com um tempo razoavelmente grande para pensar e me perder em conflitos existencias dentro de mim. Faz exatamente uma semana que entrei em férias do trabalho. Uma semana importante, pois muita coisa, realmente muita coisa me passou pela cabeça. Além do sentimento nostálgico, resultado do último fim de semana. Questões sobre as minhas perspectivas, o que quero hoje, e amanhã, o que vai ser do tal do amanhã? Não nego, essas perguntas e pensamentos costumam me amendrontar, por que o futuro tende a ser tão incerto? Mas o que mais me questiono é o por que de a maioria das pessoas "viverem" por aí tão incertamente, preocupadas com coisas tão assustadoramente futéis, básicas, banais? Esses jovens então, preocupados com absolutamente nada, questionam a nada, sem ideais, planos de vida, não sabem o que querem do hoje, o que vão saber sobre o amanhã? Aí eu chego ao ápice do meu próprio interrogatório: E por que eles são assim? Por que todos somos assim, acomodados? Por que não lemos um livro quando temos vontade? Por que não pesquisamos um assunto quando vem a dúvida? É melhor a dúvida? Por que damos valores a grandes feitos e esperamos tantos dos outros, se nem nós mesmo superamos nossas espectativas? As pessoas pensam apenas em satisfações momentâneas, não que eu descorde da idéia de viver INTENSAMENTE os momentos. Mas o momento tem que ser Intenso, entende? A história de Amélie, em seu fabuloso destino de ajudar as pessoas e encontrar nessa realização a satisfação e o sentido de sua existência é o que me encanta. Me surpreende igualmente, a maneira com que ela sente as pequenas coisas, como mergulhar a mão e sentir a textura dos inúmeros grãos presentes no cesto, ou como jogar pedras num riacho pode ser emocionante. São esses sentimentos gostosos que a vida tem a nos oferecer e que não podemos perder por nada. É isso que eu desejo para mim e para vocês.
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